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O papel do Psicólogo é proporcionar o suporte e apoio necessário para lhe ajudar na compreensão dos motivos de suas dores e angústias, além de ampliar a sua percepção de si e do meio que o rodeia, melhorando assim sua qualidade de vida.
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Psicóloga em Porto Alegre
Há uma experiência subjetiva que pode nos acontecer: caminhar por espaços familiares e, ainda assim, sentir-se deslocado. Como se algo tivesse se modificado na relação com o mundo. A casa permanece a mesma, mas já não é abrigo. Os rostos são conhecidos, mas não oferecem reconhecimento.
Freud, em O Estranho (1919), nos oferece uma chave precisa para essa vivência ao afirmar:
“O estranho é aquela espécie de coisa assustadora que remonta ao que é há muito conhecido, ao bastante familiar.”
(Das Unheimliche, 1919)
O inquietante, portanto, não é o “desconhecido”. A inquietação surge quando aquilo que estava oculto retorna. Freud complementa com uma das passagens mais célebres do ensaio:
“O estranho não é nada de novo ou alheio, mas algo que é familiar e há muito estabelecido na mente, e que apenas se tornou estranho pelo processo de repressão.”
Sentir-se estrangeiro em terras conhecidas pode ser entendido, como esse momento em que algo recalcado começa a se fazer presente na experiência consciente. O que antes era vivido como natural e evidente torna-se opaco. O sujeito passa a perceber fissuras naquilo que sustentava sua identidade e seu sentimento de pertencimento.
O que mudou ...