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O Sintoma

ADULTO

O sintoma é uma mensagem do inconsciente ao próprio indivíduo. É preciso saber traduzi-la.

Como um sonho, o sintoma precisa ser decifrado e reconhecido, pois ele tem um motivo e um propósito, sua origem encontra-se na história de vida da pessoa baseado em uma interpretação particular e na maioria das vezes inconsciente.

O sintoma perturba, provoca desprazer e dor. É ele que denuncia que algo foi capaz de quebrar a conformidade da vida, muitas vezes sendo gerador de angustia, pedindo uma atenção e escuta.

Embora desagradável o sintoma cumpre a função de salvaguardar o indivíduo. Não só comunica que está tentando dar conta de alguma demanda interna, mas que não está conseguindo, bem como emite um sinal de alerta em um pedido de cuidado. É o sintoma que leva muitas vezes a pessoa a buscar a psicoterapia.

É a própria pessoa que nomeia sua dor visto que o sofrimento é uma experiência subjetiva e particular.

No entanto, existem sintomas que não geram sofrimento para a pessoa que o possui. E muitas vezes lhes é agradável, pois se encontra em harmonia com seu jeito de levar a vida. Nestes casos a maioria das vezes é o outro que o identifica

Estes sintomas muitas vezes gratificam a pessoa e assim sendo o reproduzem-no continuamente. Não que sejam saudáveis, pois também geram uma cristalização do sujeito, mas não o incomodam.

Estes tipos de sintomas dificilmente trazem à pessoa para a psicoterapia.

Como por exemplo: uma pessoa que é queixosa, mas que não percebe seu comportamento persistente.

O sintoma se constituí através das formas como a pessoa vai estruturando ao longo do seu desenvolvimento, mecanismos para lidar com demandas inconscientes que não podem ter a satisfação na realidade. Elas não são identificadas a nível consciente porem não deixam de existir enquanto desejo.

Este desejo então passa a ser renunciado em parte. O sujeito cria um novo mecanismo que atenda parte deste desejo, mas para isto faz a cobrança de uma cota de sofrimento gerado pelo sintoma.

O sintoma expressa um desejo inconformado que se repete e insiste congelando um comportamento. Gera inibições de capacidades de um sujeito que fica amarrado a uma história que precisa ser compreendida, construída ou reconstruída a nível simbólico.

Exige que a pessoa se repita, no mesmo comportamento, no mesmo fracasso, no mesmo obstáculo e criando sempre um mesmo quadro.

Assim o sintoma persistirá até ser escutado.

Às vezes quando se cala sua voz; tratando-se do sintoma e não a causa, ele pode migrar de um lugar para o outro, mas nunca deixará de se manifestar.

Como por exemplo; uma pessoa que para de fumar, mas desenvolve uma compulsão alimentar.

Quando a pessoa portadora do sintoma chega ao tratamento vem com um pedido de ajuda e de conforto ao seu sofrimento.

Neste trabalho de ajuda ao paciente a Psicoterapia de Orientação Psicanalítica busca entender o inconsciente, pois é ali que está a verdade. Tratar o sintoma e não a causa não resolve o problema.

Texto de autoria de Rosângela Martins - Todos os direitos reservados
Psicóloga Porto Alegre
CRP 07/05917